O Principezinho Explica a Crise Financeira
Traduzido de: Kabbalah Today issue #20
Num tempo de crise global, há muito que podemos aprender da simples sabedoria do Principezinho
Todos estão a tentar apontar as razões que nos levaram à crise financeira e muitos escrevem muito longas dissertações sobre isso. Mas o facto da matéria é de que a razão pode ser resumida em apenas três letras: E-G-O, como muitos se estão a aperceber hoje. Por outras palavras, estamos a ser arrastados para este turbilhão porque os nossos relacionamentos interpessoais não são construídos sobre o principio de, "Ama teu próximo como a ti mesmo," mas em vez disso por, "O que é que eu ganho com isso?" Tal como todos os nossos problemas, a crise financeira é um resultado dos nossos pensamentos desejos e das nossas acções egocêntricas.
Ultimamente os lideres financeiros, analistas e jornalistas também reconhecem que a crise financeira é verdadeiramente uma crise de valores morais. "Não precisamos apenas de uma escapatória financeira," escreveu Thomas L. Friedman na sua coluna Op-Ed do New York Times a 16 de Dezembro, "Precisamos de uma escapatória ética... Eu não quero matar os espíritos animalescos que movimentam necessariamente o capitalismo - mas eu também não quero ser comido por eles." E minha nossa, ele tem razão. Tal como a actual crise demonstra, a ganância insaciável das pessoas deu origem a um mentalidade armazenada de acumulação irresponsável, até que a "pilha" que eles têm estado a armazenar finalmente se desmoronou.
Mas enquanto os lideres financeiros estão a tentar recuperar do facto de que a crise os apanhou tão desprevenidos, acontece que alguns já sabiam sobre as perspectivas da sua abordagem económica egocêntrica desde sempre..
Uma conversa entre o Principezinho e um homem de negócios (excertos selectos do livro O Principezinho de Antoine de Saint-Exupéry escrito há mais de meio século atrás):
- "E que fazes tu de quinhentos milhões de estrelas?"
- "Nada. Eu as possuo."
- "E de que te serve possuir as estrelas?"
- "Servem-me para ser rico."
- "E para que te serve ser rico?"
- "Para comprar outras estrelas, se alguém achar."
No entanto, fez ainda algumas perguntas.
- "Como pode a gente possuir as estrelas?"
- "Eu as administro. Eu as conto e reconto, disse o homem de negócios. É difícil. Mas eu sou um homem sério!"
O principezinho ainda não estava satisfeito. "Eu, se possuo um lenço, posso colocá-lo em torno do pescoço e levá-lo comigo. Se possuo uma flor, posso colher a flor e levá-la comigo. Mas tu não podes colher as estrelas."
- "Não. Mas eu posso colocá-las no banco."
- "Que quer dizer isto?"
- "Isso quer dizer que eu escrevo num papelinho o número das minhas estrelas. Depois tranco o papel à chave numa gaveta."
"As pessoas grandes são mesmo extraordinárias, repetia simplesmente no percurso da viagem."
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