A guerra Macabeia e o feriado de Hanukkah não foram acontecimentos acidentais na história. Esta é uma história sobre como uma pessoa constrói a sua alma e acende a Luz dentro dela, que é simbolizada pela ânfora sagrada de óleo que encontramos dentro de nós mesmos, no meio de todo o quebrar. Há uma parte dentro de nós que podemos acender se ao menos a encontrarmos!
Quando esta acende, iremos corrigir o nosso egoísmo numa medida especifica. Iremos desta forma receber uma oportunidade de preparar o óleo sagrado, que significa que iremos ser capazes de corrigir Malchut por conta própria.
O óleo sagrado, é o desejo de dar e amor sem qualquer recompensa para si mesmo. O óleo é o desejo. O óleo normal são os desejos egoístas, ao passo que óleo sagrado são os desejos com a intenção de dar. A centelha que recebemos de forma a começar o nosso trabalho interno é como uma pequena vela a qual cada pessoa precisa de procurar em si mesma. Quando somos capazes de acender esta centelha, iremos começar a corrigir o nosso principal desejo egoísta, ou a preparar o petróleo para a lanterna.
“Hanukkah” vem das palavras “Hanu Ko,” que significa “eles pararam aqui.” Esta é apenas uma breve paragem no meio do caminho, entre os estados internos chamados Yom Kippur e Rosh HaShana, no inicio do caminho, e Purim – a Correcção Final.
Durante Hanukkah corrigimos apenas os Kelim de dar à medida que acendemos uma vela acima do nosso desejo de desfrutar. Porém, quando alcançamos o feriado de Purim, usamos o desejo em si mesmo. Desta forma, o símbolo do feriado de Purim não é uma vela que arde acima do óleo (desejo), mas vinho, a Luz que preenche o desejo.
De forma a acender uma vela, temos de unir Malchut e Bina, os desejos da recepção e os desejos de dar, de forma a o acender em Bina. Este é o significado do feriado de Hanukkah, quando elevamos Malchut a Bina, e Malchut assim torna-se parte de Bina, acrescentando a força do seu desejo e esta.
Então a Luz acende em Bina, no pavio, que sobe do óleo. O pavio é Zeir Anpin, que é chamado a linha do meio. Ele liga o óleo, Malchut, à Luz, Bina.
Tudo isto ocorre acima do nosso desejo. Isto é uma correcção em que alcançamos a qualidade de dar, recebendo-a acima das nossas qualidades egoístas. Alcançamos o estado chamado Tshuva mi Ira – dar em prol de doar.
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