Nós não sabemos o que Atzmuto é, a Luz em si. Nós podemos apenas falar sobre as formas que ela cria dentro do desejo. Além disto, não conseguimos compreender ou sentir nada.
Quando eu bebo água, eu não sei o que é a agua de verdade quando está fora de mim. Eu apenas sei como ela é percepcionada dentro das minhas sensações e nos meus sentidos. Isto é a única coisa de que posso falar, e posso desta forma descrever a água como sendo molhada, fresca, doce ou amarga. Eu só posso descreve-la do ponto de vista do meu próprio Kli. É por isso que só falamos sobre os Kelim e as suas impressões, as formas e sensações que estão presentes dentro deles.
Parece-me a mim que eu vou para o chuveiro, ligo a torneira e desfruto a água a escorrer em cima de mim. Mas a torneira e a água a escorrer em cima de mim, e e a água que está dentro de mim quando eu a bebo, todos são os meus próprios Kelim.
Se nós discernirmos os conceitos da forma correcta, então iremos ser capazes de ler O Livro do Zohar correctamente.
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