Quando lendo O Zohar, temos de nos esforçar ao máximo para nos puxarmos para longe de todas as imagens corpóreas que podem surgir na nossa imaginação. Temos de lutar contra a tentação de materializar os conceitos, e pensar sobre a única coisa criada – o desejo, dentro do qual há apenas dois tipos de forças actuantes: recepção e o dar, que vêem numa multitude de estilos.
Este desejo geral está separado em muitos desejos individuais porque é influenciado pela Luz, e esta influencia causa o surgimento de várias qualidades, inclinadas para o dar ou para a recepção em graus variantes. Diferentes desejos estabelecem diferentes ligações entre uns e outros, tais como oposição, adesão, ou conflito entre um e outro. Porém, estamos sempre a falar sobre o nosso desejo singular – a única matéria da criação, a única coisa criada pelo Criador. A Luz influencia o desejo, dependendo da densidade (Aviut) do desejo, este compreende a influencia da Luz diferentemente e ajusta-se à Luz.
O Zohar fala-nos precisamente sobre a influência da Luz sobre o desejo, embora não mencione normalmente a Luz como causa original e apenas fale sobre o que acontece no desejo. É o mesmo em como no nosso mundo, vemos acções ou consequências da influência da Luz, e tratamos tudo como "que o que está a tomar lugar," sem o relacionar à causa original das acções.
Muitas acções ocorrem sob a influência da Luz dentro do desejo. Porém, há uma pequena porção de acções que derivam do desejo em si; isto é chamado liberdade de vontade. Somos capazes de discernir este desejo livre de toda a colecção de todas as acções, e se o dirigirmos apropriadamente, será chamado o "ser humano."
Desta forma, estamos apenas a falar sobre as variações de qualidades dentro do desejo. Não há imagens imaginárias.
IN LAITMAN.COM