A quebra cria uma realidade imaginária, espaço, e distâncias. Partes de Malchut afastaram-se para longe uma da outra durante a quebra da alma comum. É precisamente neste espaço entre as suas partes que eu me diferencio a mim mesmo e aos outros, os que estão perto de mim e os que estão longe. Dentro desta esfera, eu imagino uma distância entre estas partes separadas, que não estão ligadas como um todo.
Então, é como um resultado da quebra que eu começo a sentir esta realidade. Se tal realidade não existisse, eu não seria capaz de trabalhar em me aproximar e conectar aos outros. Eu não teria uma oportunidade de alcançar algo. Afinal, toda a minha realização vem de uma inspiração de aprender, "O que é isto?" E então eu aproximo-me do objecto que me interessa, muito como uma pequena criança que trás tudo à sua boca, o seu sentido mais desenvolvido, de forma a o provar.
Dado que a quebra existe, eu começo primeiro a ansiar egoisticamente para me ajuntar a partes individuais de mim mesmo, e então eu desejo unir-me com elas no dar. Se eu desejo unir-me com elas egoisticamente, então eu desejo alcançar apenas as minhas sensações internas. Contudo, se eu desejo unir-me com os outros ao dar a eles, eu desta forma alcanço a Luz que desapareceu durante a quebra. Eu desejo preencher o vazio entre nós com esta Luz.
Eu construo uma imagem do Criador dentro dos desejos (Kelim), que são distantes um do outro. Eu encho este espaço vazio entre eles com a minha Luz Reflectida. Isto significa que eu construo uma imagem do Criador. Desta forma, o Criador (Bore) é chamado “Vem e Vê” (Bo-Re), dado que EU crio-O.
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