A quebra da alma comum foi verdadeiramente algo grandioso. Através da quebra, o Criador deu-nos uma oportunidade de existir e nos exprimirmos a nós mesmos. Afinal, se as partes da alma comum não estivessem distanciadas uma da outra, nós não seriamos capazes de construir a imagem do Criador e nos percepcionar a nós mesmos em relação aos outros. Nós simplesmente nos dissolveríamos dentro da Luz pois é impossível distinguir alguma coisa dentro de um objecto unificado.
A criação não pode existir dentro de um todo; nós podemos apenas existir quando há em nós algo mais. A nossa percepção resulta da distância entre nós. Nós não podemos alcançar nada em luz absoluta ou em completa escuridão.
Por esta razão, a quebra deu-nos a oportunidade de alcançar e experimentar a existência. Caso contrário, se fossemos a nos encontrarmos a nós mesmos em absoluta e total escuridão, não sentiríamos nada e não seriamos capazes de sentir que existimos. Isto é porque todos os nossos sentidos são baseados na percepção entre dois opostos, tais como som versus silêncio ou com odor versus não sem odor. Se houvesse "silêncio" em todos os nossos sentidos, não nos conseguiríamos percepcionar a nós mesmos.
Então, a quebra aconteceu precisamente para dar à criação a oportunidade de existir e se perceber a si mesma. Este é verdadeiramente um padrão divino. Nós enchemos o espaço em que a quebra tomou lugar. Nós enchemos o espaço vazio entre as partes que aparentemente parecem estar distanciadas uma da outra com a Luz. Na realidade, contudo, foi o Criador que desapareceu do todo singular de forma a nos dar a oportunidade de alcançar a mesma união independentemente.
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