A Mensagem em Matan Torá
Nos três ensaios: "Matan Torá" (A Entrega da Torá), "A Arvut" (A Garantia Mútua) e "A Paz", Baal HaSulam ensina-nos sobre a necessidade que uma grande sociedade atinja o objectivo da Criação . Ele demonstra porque uma pessoa sozinha não consegue alcançar os seus objectivos sem o resto das pessoas no mundo, e que apenas a combinação certa entre unidade social e trabalho de Deus recompensará a humanidade com paz, prosperidade e realização do nosso potencial humano.
Em "Matan Torá", ponto 14, ele escreve explicitamente que a parte da Torá que diz respeito à relação entre os homens é a mais capaz de nos trazer à meta desejável. No final do ensaio, ele insiste e desenvolve ainda mais sobre o significado da relação de reciprocidade ao nível de uma nação inteira quando diz: "Temos comprovado que cada um dos 613 Mitzvot da Torá gira em torno do Mitzva individual “Ama o teu próximo como a ti mesmo”". Ele também diz que este ponto não é exequível excepto quando feito por toda uma nação na qual cada membro esteja pronto e disposto a isso.
No ensaio "A Arvut," ponto 20, Baal HaSulam explica que o fim da correcção do mundo ocorrerá quando todas as pessoas no mundo se juntarem à Sua obra. Mas os primeiros a entrarem na obra de Deus e a conduzirem todo o mundo no seu encalce são os filhos de Israel: "O papel de Israel em relação ao resto do mundo é similar ao papel dos Santos Patriarcas relativamente à nação de Israel (...) Também, a nação de Israel deve (...) qualificar-se e ao resto dos povos do mundo a desenvolver-se até eles assumirem este trabalho sublime de amor do homem, que é a escada para o propósito da Criação. (...) Assim, cada Mitzva que um indivíduo de Israel realiza a fim de trazer satisfação ao seu Criador, e por nenhuma outra recompensa e amor-próprio, afecta, até certo ponto, a evolução do resto das pessoas no mundo. "
Mais adiante no ensaio (ponto 28), ele define o papel dos filhos de Israel como os que devem ser o remédio através do qual as faíscas da pureza e da purificação do corpo se transmitirão a todas as nações do mundo. Isto ocorre porque o resto das nações do mundo ainda não estão prontas para tal, e o Criador precisa pelo menos de uma nação para começar, por isso será escolhida de entre todas as nações.
Todas as nações do mundo pertencem-Me [ao Criador], tal como vocês, e acabarão eventualmente por se unirem a Mim. Mas enquanto são ainda incapazes desta tarefa, Eu preciso de um povo virtuoso. Se concordarem em ser o povo escolhido, então Eu vos mandarei serem um reino de sacerdotes para Mim, que é a forma suprema do amor pelos outros: "ama o teu próximo como a ti mesmo."
No ensaio "A Paz", Baal HaSulam ensina-nos a verdadeira razão para o sofrimento das pessoas, em geral, e do povo de Israel, em particular. Ele escreve que a resistência dura e egoísta entre as pessoas, que provoca tensão nas relações entre os membros da nação, não cessará por nenhuma táctica humana. Conseguimos ver claramente que já somos como uma pessoa doente, virando-se de um lado para o outro com dores imensuráveis, tal como a humanidade se lançou para a extrema direita, como a Alemanha, ou para a extrema esquerda, como a Rússia. E não só eles não aliviaram a situação, como só agravaram a dor, e os lamentos sobem aos céus, como todos sabemos.
A partir daqui, ele conduz à inevitável conclusão de que as pessoas não terão outra escolha senão aceitar o Seu fardo, conhecer o Criador, e dirigir as suas acções para a satisfação de Deus e para o Seu objectivo, como Ele havia planeado para eles antes da Criação. E quando o fizerem, é evidente que, juntamente com servi-Lo, qualquer pingo de inveja ou ódio desaparecerá da humanidade, visto que todos os membros da humanidade se unirão num só corpo e num só coração, preenchido com o conhecimento de Deus. Assim, a paz mundial e o conhecimento de Deus são uma e a mesma coisa.
Para resumir as suas palavras nos três ensaios, podemos destacar uma série de mensagens distintas:
- O objectivo de toda a Criação é que todas as criaturas se liguem ao seu Criador. Assim, serão recompensadas com alegria e plenitude eterna através dos seus próprios actos.
- É possível atingir este objectivo somente através da realização da lei: "Ama o teu próximo como a ti mesmo".
- Esta regra será realizada progressivamente, começando com a unidade de algumas pessoas, através de um grupo que cresce gradualmente, até uma nação inteira que dirigirá eventualmente todas as nações do mundo para a obra de Deus e o amor do homem.
- A primeira nação que deve desempenhar o seu papel de realizar esta ideia é a nação de Israel.
- O povo de Israel deverá ser um exemplo para todas as nações e deverá conduzi-las aos mesmos conceitos.
- Qualquer indivíduo, grupo ou nação que se recuse a percorrer este caminho infligirá tormentos terríveis sobre si próprio, os quais o encaminhará de volta ao caminho certo: em direcção ao final da correcção.
- Qualquer indivíduo, grupo ou nação que se dedique a este objectivo afectará e acelerará todo o processo e será recompensado com a desejada plenitude.
- Em seguida apresentam-se os princípios orientadores do grupo de cabalistas Bnei Baruch.
Os membros deste grupo levam uma vida de partilha e de unidade no dia-a-dia, aprendendo os escritos dos grandes cabalistas que implementaram estes princípios e ensinando o que aprendem, em Israel e por todo o mundo. Isto é feito através dos seus muitos grupos de estudo, activos durante todo o ano, da divulgação de livros de cabalistas, e através de lições de Cabala, em directo e arquivadas, transmitidas através da Internet e por TV. O seu site de Internet, www.kabbalah.info, é o site líder de Cabala na Internet e, até à data, disponibiliza conteúdos em trinta e dois idiomas. Existem também artigos de Cabala e revistas publicadas mensalmente em oito idiomas.
O objectivo principal do Bnei Baruch consiste na apresentação do material cabalístico complexo em termos tão simples quanto possível, para que qualquer pessoa que procure o objectivo da vida seja capaz de se relacionar e identificar com eles. Além disso, seguindo os ensinamentos de Baal HaSulam, o Bnei Baruch tenta, através de todos os meios à sua disposição, ensinar a todo o povo de Israel o seu papel histórico.
Eles ensinam a única mensagem que pode evitar sofrimento, dor e guerra: a mensagem chamada: "Não há ninguém além de Ele."
É claro para os membros do Bnei Baruch que a situação política, económica e global depende unicamente do ensino desta mensagem simples. A única razão para o sofrimento no mundo é para desenvolver as pessoas e ensiná-las a voltarem-se para o Criador e contactá-Lo. As várias tentativas para evitar esta missão de conduzir o mundo rumo a essa conclusão infligem dor tremenda sobre os judeus.
A evolução humana é obrigatória, não pode ser interrompida. Tudo o que podemos fazer é entender a mensagem e apressar a sua realização. Infelizmente, a história sangrenta do povo de Israel ensina-nos aonde leva a recusa obstinada em realizar esta missão.
A única coisa que devemos ter em mente é que existe apenas uma causa em toda a realidade. Esta causa aparece-nos em várias formas, fora de nós e dentro de nós. Contacta-nos através dos nossos sentimentos, pensamentos, desejos e acções, e aparece da mesma forma ao resto das pessoas no mundo. É importante lembrar que só com a sua ajuda seremos capazes de realizar a regra: "Ama o próximo como a ti mesmo". Tudo isto pode ser conseguido mudando simplesmente a nossa atitude em relação à realidade; não há necessidade de fazer quaisquer mudanças externas.
Se formos bem sucedidos em ensinar tantas pessoas quanto possível a relacionarem-se com a vida desta maneira, rapidamente nos encontraremos num mundo muito mais tranquilo e pacífico. A ligação profunda com o Criador ajudará cada um de nós a entender o propósito das nossas vidas, a raiz das nossas almas, e como podemos obter prazer sem limites. Ao conseguir isso, estaremos atingindo o objectivo da Criação e receberemos todo o prazer e toda a satisfação que foram preparados para cada um de nós.
A Mensagem em Matan Torá, Bnei Baruch