O egoísmo do homem odeia a sabedoria da Cabala uma vez que ela fala sobre amor aos outros. Todavia, de forma a independentemente trazer o homem mais perto ao estado oposto ao seu ego, religiões foram inventadas. Isto providenciou uma oportunidade de usar a “sabedoria da Cabala” (como se fosse) em várias falsas formas, que permitiram às pessoas a se desenvolver egoisticamente.
A religião eleva uma pessoa acima da sua existência animalesca ao defender que há um Criador, punição e recompensa neste mundo e no próximo, e eternidade de sua alma. Ela dá a uma pessoa um vislumbrar para algo mais alto, não importa quão falso isso possa ser. Contudo, as pessoas começaram a construir à volta dela várias teorias, filosofias, e metodologias, e desta forma desenvolvem arte e cultura, lutando a se tornarem maiores. Logo, através das religiões, a humanidade desenvolve no seu ego, de forma a finalmente perceber, durante o nosso tempo, que ela está em exílio da verdadeira espiritualidade.
Quando há 2000 anos atrás nós perdemos nossas maneiras espirituais, tendo caído de amor aos outros para ódio sem fundamento a todos, nós não sentimos a queda porque as pessoas estavam habituadas à presença do Criador na sua existência. Mas a humanidade precisa de sentir a profundidade insondável da nossa queda e total desconexão da espiritualidade! Para concretizar isto, ela precisa que a Luz brilhe sobre ela e revele seu estado como escuridão.
Uma vez que nós não temos um desejo pelo amor aos outros, em vez de nos ser dada a Torá (a Luz que Corrige), é nos dada a Torá na forma da religião deste mundo, que é quando nós usamos a Torá com intenções egoístas e não em prol de alcançar amor pelos outros.
Estudando a Torá com intenções egoístas, uma pessoa só se submerge mais profundamente na escuridão de seu egoísmo, até que ela alcança um estado em que ela se torna consciente da escuridão e do facto de que em vez de amar os outros, ela é vaidosa e odiosa para com eles. Nós temos de atravessar este processo de forma a realizar a natureza má do nosso egoísmo. O Criador diz: “Eu criei a inclinação do mal,” e nós temos de a encontrar dentro de nós.
Então eu estarei em necessidade da Torá, como remédio para a correcção do meu ego, e eu irei lamentar. Isto não será uma mera religião mas a Luz que Corrige e nos trás ao dar e amor.
Da 4ª parte da Lição Diária de Cabala 6/29/10, Introdução ao Livro, Panim Meirot uMasbirot
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