19 de Janeiro, 1962, Véspera de Rosh Hashaná das Árvores, Bnei Brak
Olá e tudo de bom para o meu amigo,
Agradeço-te pelo convite para o casamento
que recebi. Todavia, lamento não poder ser capaz de participar na tua alegria
de perto, mas participarei na tua alegria de longe, pois alegria é uma matéria
espiritual e na espiritualidade o lugar não tem influência de todo. Somente na
corporalidade o espaço separa ou aproxima, mas na espiritualidade eu posso
participar na tua alegria até quando longe, pois é somente da aproximação dos
corações de que precisamos. Então bênçãos para o noivo e para a noiva e que
haja uma geração de rectos estabelecida para sempre.
E por falar nisso, escrevo-te aquilo que
disse a respeito do quinze de Shevat. Nossos sábios disseram, “Rabbi
Yohanan disse, ‘Por que está escrito, ‘Pois o homem é a árvore do campo?’ É o
homem a árvore do campo? Mas pois está escrito que comereis dela mas não a
cortareis e está escrito, ‘Esta destruirás e cortarás,’ como pode ser? Se ele é
um decente sábio discípulo, comerá dela mas não a cortará. Senão, ‘Esta destruirás
e cortarás.’”
Devemos entender a conexão entre um
decente sábio discípulo e a árvore do campo. O versículo diz, “Não destruirás
sua árvore ao balançar um machado contra ela; pois podeis comer dela ...
Somente as árvores que não são de árvores de fruto destruirás tu e cortarás.”
Sucede-se que o versículo fala de uma árvore, então que prova isso sobre o
homem?
O sagrado Zohar diz, “‘Outro
deus é estéril e não dá fruto.’ Isto é, aquele que não trabalha pelo Criador
não vê frutos no seu trabalho. Quais são os frutos? Está escrito no Midrash: ‘Estas
são as gerações de Noé.’ Como está escrito, ‘Um fruto do justo, uma árvore da
vida.’ Quais são os frutos dos justos? Mitsvot (mandamentos) e
boas acções.” Até aqui suas palavras.
Na Guemará, antes das palavras de Rabbi
Yohanan, se diz lá: “O Tania, Rabbi Banaa diz, ‘Qualquer um que se envolva em Torá Lishma (pelo
Seu bem), sua Torá se torna para ele uma poção da vida, como está escrito, ‘Ela
é uma árvore da vida para aqueles que a seguram’ e está escrito, ‘Ela será um
curativo para tua carne,’ etc. Qualquer um que se envolva em Torá Lo Lishma (não
pelo Seu bem), ela se torna para ele uma poção da morte, como se diz, ‘Que
minha lição decapite como a chuva.’ Não há decapitação mas matança, como foi
dito, ‘E eles decapitaram o novilho lá pelo riacho.’” Devemos entender a
proximidade das questões.
Porém, devemos interpretar isto pela
ética. Rabbi Yohanan questiona, “É o homem a árvore do campo?” Isto é, que
semelhança há entre o homem e a árvore do campo? O que aprendemos pela
comparação no texto entre o homem e a árvore do campo? Ele trás evidências para
isso do versículo, “Não comeis dela e não a cortais,” etc., referindo-se a um
sábio discípulo. Se ele é decente, ou seja aprendendo Lishma, que
significa que ele aprende coisas que o conduzirão a produzir frutos, portanto Mitsvot e
boas acções. Ele aprenderá isto pois com isso será ele recompensado com a poção
da vida. Este é o sentido de, “Podeis comer dela mas não a cortareis.” Se não,
se vires que a aprendizagem que estás a aprender não te trás a fazer Mitsvot e
boas acções, chamadas frutos, então sabei que isso pertence aoSitraAchra e
não a Kedusha (santidade).
Esta é a razão para o costume de comer
frutos no quinze de Shevat, para implicar que avançamos pelo
caminho da santidade e temos frutos.
Do teu amigo, que te deseja e a tua
família tudo de bom,
Baruch Shalom HaLevi Ashlag