O próprio Criador coloca a mão de uma pessoa sobre o destino bom, dando-lhe uma vida de prazer e satisfação dentro da vida corpórea que está cheia de tormentos e dor, e desprovida de conteúdo. Uma pessoa parte inevitavelmente e foge deles quando vê um lugar tranquilo, mesmo que aparentemente apareça no meio de rachas. Ele foge da sua vida, que é mais difícil do que a morte. Na verdade, não há melhor colocação da sua mão por Ele do que isto. E a escolha de uma pessoa cinge-se apenas ao fortalecimento.
(Baal HaSulam, "Introdução ao Estudo das Dez Sefirot," 4)
A pessoa tem um desejo dentro de si, que vem dela própria. Por outras palavras, mesmo quando ela está sozinha e não ninguém ao seu redor que a afecte, ou a quem de absorver um desejo, ela recebe um despertar e implora por ser serva do Criador. Mas o seu desejo, não é provavelmente suficiente, para que não necessite trabalha-lo para que possa alcançar o objectivo espiritual. Portanto, há uma maneira- exactamente como na corporalidade- para reforçar o desejo através de pessoas no exterior, que o compelem a seguir os seus pontos de vista e espírito. Isto é feito através da ligação com pessoas que ela vê que também têm necessidade de espiritualidade. E o desejo que essas pessoas no exterior têm, gera desejo nela, e assim ela recebe um desejo maior por espiritualidade. Por outras palavras, para além do desejo dentro dela, ela recebe um desejo por espiritualidade que geram nela, e então ela adquire um grande desejo com o qual pode alcançar o objectivo.
(RABASH, "Poderosa Rocha da Minha Salvação")
Há liberdade para a vontade de inicialmente escolher tal um ambiente, tais livros, e tais guias que lhe concedem bons conceitos. Se um não faz isso, mas está disposto a entrar em qualquer meio-ambiente que lhe apareça a ele e ler qualquer livro que lhe cai nas mãos, ele está destinado a cair num mau ambiente ou desperdiçar seu tempo em livros inúteis, que são abundantes e fáceis de lhes chegar. Em consequência, ele será forçado a abomináveis conceitos que o fazem pecar e condenar. Ele será certamente punido, não devido aos seus pensamentos maus ou acções, nos quais ele não tem qualquer escolha, mas porque ele não escolheu estar num bom ambiente, pois nisso há definitivamente uma escolha. Desta forma, o que anseia continuamente escolher um ambiente melhor é digno de louvor e recompensa. Mas aqui, também, não é devido aos seus bons pensamentos e acções, que vêm até ele sem sua escolha, mas devido ao seu esforço de adquirir um bom ambiente, o qual lhe trás estes bons pensamentos e acções. É como o Rabi Yehoshua Ben Perachya disse, “Faz para ti um Rav, e compra para ti um amigo.”
(Baal HaSulam, "A Liberdade")
Antes que se obtenha alguma iluminação de cima por si próprio, deveria se procurar pessoas com as mesmas ideias que também estejam em busca de elevar a importância de qualquer contato com o Criador seja de que forma for. E quando muitas pessoas o apoiam, todos podem receber assistência de seu amigo.
(RABASH, "A Agenda da Assembleia")
Precisamos dum meio ambiente, significando um grupo de pessoas com a intenção comum que devem alcançar fé plena. Isto é a única coisa que pode salvar uma pessoa da visão do colectivo. Nessa altura, cada um dá força a todos os outros para ansiarem alcançar a fé total, que pode doar satisfação ao Criador, e que essa será a sua única aspiração.
(RABASH, "Quem Testemunha o Homem")
Um não se consegue elevar a si mesmo acima do seu círculo. Assim, um deve sugar do seu meio ambiente. E nenhum outro conselho, excepto através de muito trabalho e Torá. Desta forma, se um escolhe para si mesmo um bom meio, este poupa tempo e esforços, uma vez que ele é atraído de acordo com o seu meio ambiente.
(Baal HaSulam, "Elevando-se A Si Mesmo")
Cada pessoa do grupo, além de trazer consigo um desejo, adquire desejo dos amigos. É um grande trunfo que se consegue apenas obter através do amor de amigos. No entanto, deve-se tomar muito cuidado para não estar entre amigos que não têm nenhum desejo de examinar-se, a base do seu trabalho- se é para doar ou receber – e ver se eles estão fazendo as coisas para atingir o caminho da verdade, que é o caminho do nada, mas de doar. Somente em tal grupo é possível incutir aos amigos o desejo de doar, o significa que cada um vai absorver a carência dos amigos, ela mesmo não tem o poder de conceder, e para onde quer que caminhe, está ansiosa por um lugar onde talvez alguém seja capaz de dar-lhe o poder de doar. Assim, quando ela chega a um grupo onde todos estão sedentos pelo poder de doar, cada um recebe forças de todos os outros. Isto é considerado receber força do exterior em adição à pequena força dentro dela.
(RABASH, "Poderosa Rocha da Minha Salvação")
Embora o mandamento de amar o teu amigo como a ti mesmo se aplica a toda a Israel, o todo de Israel não está andando no caminho de ir do amor dos outros para o amor do Criador. Além disso, há uma regra que, quando as pessoas se unem absorvem os pontos de vista de cada um, e a questão de Lishmá - o objetivo essencial da Torá e Mitzvot - ainda não foi corrigido no coração de um homem, o que significa que a intenção principal é que mantendo Torá e Mitzvot podem alcançar Lishmá . Assim, unindo-se aos outros, os pontos de vista dos outros enfraquecem sua visão de Lishmá . Por esta razão, é melhor servir e se relacionar com o tipo de pessoas que entendem que a questão de “ama teu amigo como a ti mesmo” é apenas um meio para alcançar o amor do Criador, e não por causa do amor-próprio, mas que todo o seu objetivo será o de beneficiar o Criador. Por isso, deve-se ter cuidado na união e saber com quem se está unindo.
(RABASH, "A Necessidade do Amor de Amigos")
"Escolhe a vida." O mais importante é o meio ambiente. A pessoa está sempre num meio ambiente e necessariamente segue o seu exemplo. Assim, se a pessoa estiver imersa nos pensamentos de Abaie e Rába, ela é necessariamente influenciada por eles. E se ela colocar seus pensamentos noutro lugar por um momento durante a aprendizagem, ou seja que ela pensa em algo relacionado a questões corporais, ela é necessária e imediatamente colocada num meio ambiente corporal e começa a desejar os desejos que o meio ambiente a obriga.
Similarmente, sobre Abaie e Rába, se ela os considerar meros astutos aprendizes, ela pode desejar somente o aprendizado. Mas se ela os considerar aqueles que têm realização, ela vai desejar realizações.
(RABASH, "O Meio Ambiente é o Mais Importante")
Em assuntos de trabalho no caminho da verdade, deve-se isolar das outras pessoas. Isso porque o caminho da verdade requer um fortalecimento constante, uma vez que é contrário a visão do mundo. A visão do mundo é saber e receber, enquanto a visão da Torá é a fé e doação. Se alguém se desvia disso, imediatamente se esquece de todo o trabalho do caminho da verdade e cai no mundo de amor-próprio. Somente a partir de uma sociedade sob a forma de “Eles ajudaram cada um ao seu amigo” que cada pessoa na sociedade recebe a força para lutar contra a visão do mundo.
(RABASH, "Sobre A Importância Da Sociedade")
Agora você pode compreender as palavras do Rabi Yosi Ben Kisma (Avot 86), que respondeu a uma pessoa que lhe ofereceu para viver na sua cidade, e ele lhe daria milhares de moedas de ouro por isso: "Mesmo que me dês todo o ouro e prata e jóias no mundo, eu viverei apenas num lugar de Torá." Estas palavras parecem demasiado sublimes para a nossa simples mente o perceber, pois como podemos nós renunciar milhares de moedas de ouro por tal pequena coisa como viver num lugar onde não existem discípulos da Torá, quando ele mesmo era um grande sábio que não precisava de aprender de ninguém? certamente, um mistério.
(Baal HaSulam, "A Liberdade")
Embora todos tenham "sua própria fonte," as forças são reveladas abertamente apenas através do meio-ambiente em que um se encontra. Isto é similar ao trigo semeado no chão, cujas forças se tornam aparentes apenas através de seu ambiente, que é o solo, a chuva, e a luz do sol. Então, Rabi Yosi Ben Kisma assumiu correctamente que se ele abandonasse o bom ambiente que ele tinha escolhido e caísse no ambiente prejudicial, numa cidade onde não há Torá, não só seus anteriores conceitos seriam comprometidos, mas todas as outras forças ocultas na sua fonte, que ele ainda não tinha revelado em acção, permaneceriam ocultas. Isto é porque elas não seriam sujeitas ao meio-ambiente certo que seria capaz de as activar. E como clarificámos acima, apenas na matéria da escolha do meio-ambiente é o reinado do homem sobre si mesmo medido, e apenas por isto receberia ele quer recompensa ou punição.
(Baal HaSulam, "A Liberdade")
Uma pessoa não deve questionar que um sábio tal como Rabi Yosi Ben Kisma por escolher o bom e recusar o mau, e por não ser tentado pelas coisas materiais e corpóreas, como ele lá deduz: "Quando um morre, um não leva com ele prata, ou ouro, ou jóias, mas apenas Torá e boas acções.” E nossos sábios avisaram, "Faz de ti mesmo um Rav, e compra para ti mesmo um amigo." E há também a escolha de livros, como mencionamos, pois apenas nisso é um repreendido ou louvado — na sua escolha do ambiente. Mas assim que ele escolheu o meio-ambiente, ele está nas suas mãos como barro nas mãos do oleiro.
(Baal HaSulam, "A Liberdade")
Sabe-se que uma vez que o homem está sempre entre pessoas que não têm ligação com o trabalho no caminho da verdade, mas, ao contrário, sempre resistem àqueles que andam no caminho da verdade e uma vez que os pensamentos das pessoas se misturam os pontos de vista daqueles que opõem ao caminho da verdade, permeiam aqueles que têm algum desejo de caminhar no caminho da verdade. Por isso, não há outro conselho a não ser estabelecer uma sociedade separada para eles mesmos, para ser sua moldura, ou seja, uma comunidade separada, que não se misture com outras pessoas cujos pontos de vista diferem dessa sociedade. Eles devem constantemente evocar neles mesmos a questão do propósito da sociedade, para que não sigam a maioria, porque seguir a maioria é a nossa natureza.
(RABASH, "Sobre A Importância Da Sociedade")
Quando um não está com os amigos, é melhor não mostrar nada do intento no seu coração e aparentar ser como todos os outros. Este é o significado de “caminha humildemente com o Senhor teu Deus.”
(RABASH, "O Propósito da Sociedade - 2)